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Muito além das ações, o mercado de renda variável é grande e repleto de soluções que podem potencializar os ganhos da sua carteira de investimentos. Entenda como!

investidor em renda variável

Quem busca ganhos acima da média do mercado sempre têm ativos de renda variável em carteira. Não é por menos, afinal, é com esse tipo de investimento que o investidor pode conseguir retornos potencialmente maiores que os apresentados na renda fixa.

Para você que busca entender mais sobre esse tipo de investimento, esse guia irá ser bem útil. Confira o que preparamos:

  • O que é renda variável
  • Tipos de renda variável disponíveis no mercado
  • Segurança do investimentos
  • Vantagens x desvantagens
  • Quando investir me renda variável
  • Quanto é preciso para começar
  • Passo a passo para investir em renda variável

O que é renda variável?

Para facilitar nas palavras, renda variável é o oposto de renda fixa. Enquanto nesta última o investimento é feito já sabendo qual será o ganho exato ou estimado da operação, além de quando terá o dinheiro de volta com juros, na renda variável isso não ocorre.

Na renda variável encontramos aqueles investimentos cujo retorno é imprevisível, não sendo possível saber antecipadamente qual será sua rentabilidade e ou haverá, no fim das contas, alguma rentabilidade.

Diferente da renda fixa, o valor dos ativos são definidos de acordo com os ciclos de mercado, consequentemente afetando a remuneração das aplicações disponíveis para negociação.

O mesmo funciona para o lado oposto. Se muitos acionistas de uma empresa acreditarem que vale mais a pena vender suas ações do que permanecer sócio das companhias, por um certo período os preços das ações tenderão a cair. Neste caso, isso ocorre pois há mais intenções de venda por parte dos investidores do que fluxos de compradores.

Outro fator que mexe muito com o mercado é a lei da oferta e demanda. Em termos simplistas, se muitos investidores comprarem uma determinada ação em um curto período de tempo, o mercado entenderá que aquela ação é valiosa e, por conta disso, seu preço tenderá a subir. Isso ocorre porque existem mais compradores interessados em ser acionistas do que ações em circulação prontas para negociação.

Essa modalidade de investimento é bem volátil e, por conta de sua incerteza quanto à rentabilidade, pode assustar muito quem é investidor apenas de renda fixa, porém vale ressaltar que a existência de um não exclui o outro. Tanto a renda fixa quanto a renda variável tem suas particularidades e têm um papel estratégico dentro de uma carteira de investimentos.

Tipos de renda variável disponíveis no mercado

Existem diversos produtos disponíveis no mercado de renda variável. Vamos listar, abaixo, os tipos mais comuns que temos, uma descrição de cada e suas características acerca de risco e liquidez. Conheça!

Ações

Popularmente também conhecida como “papéis”, ações representam a menor parcela do capital social de uma empresa. Cada ação carrega uma porcentagem de uma determinada empresa e, por conta disso, o detentor daquela ação se torna, automaticamente, sócio da companhia.

O mercado acionário nasceu da necessidade das empresas precisarem de capital para financiar suas operações ou dar início a novos projetos. Uma das formas de angariar recursos é, justamente, vender parte da empresa para investidores que acreditem no propósito da companhia e deseje ajudá-la a ser uma empresa melhor e mais rentável.

Ser acionista de uma companhia dá, ao investidor, uma série de benesses como, por exemplo, participar da história da empresa e, em alguns casos, receber pagamentos esporádicos advindos de distribuição de lucros da empresa, chamados de proventos. Cada empresa tem sua política quanto a eles.

Todas as ações estão na Bolsa de Valores, que é o ambiente que empresas e investidores se encontram. No Brasil, a empresa responsável por manter esse ambiente funcionando é a B3, sendo hoje uma das principais bolsas do mundo com mais de 400 empresas listadas e mais de US$ 900 bilhões de valor de mercado.

Existem alguns benchmarks, índices de referência, que medem a pressão desse mercado. Para saber mais sobre, clique aqui e veja o artigo que preparamos falando sobre.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Os FIIs, Fundos de Investimentos Imobiliários, são ativos que representam o mercado imobiliário dentro da bolsa de valores. São uma das portas de entrada dos novos entrantes na renda variável pois são, em geral, ativos com menor volatilidade que as ações e tendem a distribuir proventos com altíssima regularidade, a maior parte da indústria distribui mensalmente.

Os investidores desse mercado são chamados de cotistas e esses fundos alocam a maior parte do capital de seus cotistas em bens ligados diretamente ao mercado imobiliário. Dependendo do portfólio do fundo, ele pode ser classificado de três maneiras diferentes:

  • Fundos de Papel: dão prioridade em títulos de dívida ligados ao mercado imobiliário, como LCI e CRI
  • Fundos de Tijolos: direcionam seus recursos à compra de imóveis físicos como, por exemplo, barracões logísticos, prédios comerciais, galpões industriais, entre outros.
  • Fundos de Fundos: adquirem e negociam cotas de outros FIIs existentes no mercado.

A maior parte desses ativos são negociados em Bolsa e o índice de referência desse mercado é o IFIX.

ETFs (Exchanged Traded Funds)

Também conhecidos como “fundos de índices”, esses são fundos que replicam os índices financeiros mais conhecidos do mercado. Suas cotas são negociadas também em bolsa e seu objetivo principal é oferecer uma alternativa para investir em carteiras praticamente idênticas à esses benchmarks por um preço mais acessível.

Os ETFs são para quem busca, acima de tudo, praticidade. O motivo disso é que, ao investir em uma cota desse ativo, o investidor leva, na verdade, uma série de ativos na compra de apenas um.

Além desse ponto, os ETFs são ótimos para quem busca diversificação sem ficar praticando o stockpicking. Isso favorece não apenas quem deseja investir no mercado nacional mas também para quem mira no mercado global, afinal existem opções que te dão a opção de investir no mercado europeu, americano, chinês e até num nicho bem específico de um brasileiro, como o de empresas que pagam dividendos, por exemplo.

BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

Desde outubro de 2020 existe uma forma mais fácil do investidor pessoa física ter acesso ao mercado internacional e ela é por desse instrumento chamado BDR, que nada mais são do que recibos de ações estrangeiras negociadas em solo brasileiro.

É possível comprar BDRs através de corretoras brasileiras mesmo, como a XP Investimentos. Para criar uma conta na XP Investimentos, clique aqui e tenha a ajuda de nossa equipe.

Utilizando as BDRs você ser acionista de empresas como Apple, Google, Facebook, Coca-Cola sem ter que enviar seu recursos para outro pais. Além disso, a compra desses ativos também te dá mais exposição à oscilação do dólar frente ao real.

Fundos de Investimentos

Essa é uma das formas mais fáceis de investir no mercado de renda variável num todo.

Em linhas gerais, fundos de investimento que se expõe à renda variável são classificados em três categorias: fundos de ações, fundos cambiais e fundos multimercados.

Nesta classe de fundos a maior parte do capital é direcionado para investimentos em ações podendo conter, muitas vezes, alguns derivativos como mercado futuro e opções

Nos fundos de ações, a maior parte do capital é direcionado para investimentos em ações podendo conter, muitas vezes, alguns derivativos como mercado futuro e opções. Existem tanto fundos que investem no mercado nacional quanto no mercado de renda variável global.

Fundos cambiais seguem a mesma dinâmica mas focam em trabalhar as oscilações da moeda que o fundo opera. A maior parte dos investimentos vão em ativos e derivativos ligados à moedas estrangeiras e seus objetivos são, principalmente, proteger o investidor contra as movimentações bruscas do mercado, tentando amenizar as quedas e maximizar os ganhos.

Por fim nesse tópico, existem os fundos multimercados que, por sua vez, podem possuir diversas estratégias. Em sua maior parte, os gestores optam por utilizar não apenas o mercado de renda variável mas também o de renda fixa, podendo inclusive adotar estratégias de investimentos bem sofisticadas usando derivativos.

Por fim nesse tópico, existem os fundos multimercados são os menos focados no mercado de renda variável mas, ainda assim, devem entrar nessa lista pois podem conter ativos de renda variável em suas carteiras e, inclusive, adotar estratégias de investimentos bem sofisticadas usando derivativos.

Opções

As opções são contratos que negociam o direito de compra ou venda de um lote de um determinado ativo, como ações, commodities e câmbio por exemplo, por um preço determinado e vencimento em uma certa data.

Mercado futuro

Bastante querida pelos traders do mercado financeiro, quando falamos em mercado futuro estamos nos referindo a um dos braços mais conhecidos da B3, que é a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) onde são negociados contratos de commodities, índices, câmbios, entre outros.

Eles possuem um prazo predeterminado de validade em uma data futura e podem ser usados tanto por pessoas ou empresas que buscam se proteger de oscilações nos mercados, quanto por especuladores que operam esses futuros com objetivo de auferir lucro.

É seguro investir em renda variável?

Dependendo de qual for a conotação dada à palavra “segurança” nesse caso, a resposta pode variar.

Podemos dizer que hoje em dia, depois de muitos erros no passado em todo mercado de renda variável Brasil afora, o mercado nunca foi tão seguro, bem fiscalizado, regulamentado e democrático para investidores entrarem.

Existem diversos órgãos que se responsabilizam pelo bem estar e pelas boas práticas no mercado, dentre eles podemos destacar a CVM, Comissão de Valores Mobiliários, que carrega um papel muito importante para a segurança de nossa economia e também os agentes que fazem o “mercado” acontecer (estamos falando aqui dos investidores, corretoras, bancos e outras instituições financeiras, escritórios de assessoria de investimentos, etc.)

As corretoras de valores mobiliários, que são as instituições que permitem maior acesso ao mercado de ativos de renda variável, estão a cada dia investindo mais em tecnologia e se munindo com profissionais capacitados e treinados para manter sempre todos os detalhes de sua negociação em ordem.

Do ponto de vista institucional, podemos afirmar sim que investir em renda variável é seguro, mas isso muda quando falamos de rentabilidade da operação? De certa forma sim, mas a resposta continua sendo “depende”.

Isso se deve ao fato de que o mercado de renda variável não apresenta nenhuma garantia de ganhos ou, sequer, de liquidez nos ativos, mas existem alguns riscos que o investidor não precisa tomar. O problema é que saber quais seriam esses riscos desnecessários requer conhecimento e vivência de mercado.

Caso você seja um investidor que não tem total segurança de encarar o mercado sozinho ou, talvez, veja necessidade e tenha vontade de ter um profissional do ramo ao seu lado te ajudando a tocar seus investimentos da maneira certa, a W1 Capital está aqui para te ajudar.

Vantagens x desvantagens

A principal vantagem de investir em renda variável é a possibilidade de poder conquistar ganhos maiores do que os que são possíveis obter pelo mercado de renda fixa. É claro que esses ganhos dependem do humor do mercado e do ânimo dos investidores também.

Porém, não podemos deixar de lado o fator risco. Por não existir nenhuma garantia de rentabilidade ou estabilidade do ativo comprado, é importante que o investidor tenha clareza de seu perfil antes de entrar de cabeça nesse mercado.

Um ponto que pode ser bom para uns mas ruim para outros é a questão da volatilidade. Existem diversos investidores que vibram quando o mercado está em queda pois isso representa que, em tese, tudo está mais barato.

Também existem aqueles que gostam do sobe e desce da bolsa para aproveitar as oportunidades de operar esses movimentos, tendo a possibilidade de lucrar no curto prazo, tal qual faz um trader.

Por outro lado, a quem agonize e sofra com dores de cabeça por saber que seu patrimônio está sujeito a tamanhas variações todos os dias. Não é fácil e certamente esse ponto em específico é um dos principais desafios para quem está iniciando no mercado.

Não há um lado certo aqui. Tudo depende do seus objetivos com a renda variável, seu apetite para risco e seu conforto de estar exposto à esse mercado.

Quanto é preciso para começar

Não existe um mínimo pois cada ativo em renda variável possui uma aplicação mínima diferente. Todavia, existem fundos de investimento que pedem apenas R$ 100 para começar a investir.

Se estamos falando de ações, existe duas formas que comprá-las: por lote padrão ou através do mercado fracionário, que é representado com um F ao fim dos códigos no Home Broker. Enquanto no mercado fracionário é possível adquirir ações pelo valor unitário, o lote padrão é um conjunto de 100 ações que, por conta disso, pode ser um impeditivo para alguns investidores.

Por outro lado ETFs, FIIs e BDRs não entram nessa lógica pois todos os ativos são negociados de maneira unitária.

Um detalhe que é bom se atentar antes de investir o mínimo possível é entender que, dificilmente, com pouco capital será possível montar uma carteira de ações diversificada. Ter um portfólio diverso é recomendável para poder mitigar os riscos da carteira e, com isso, maximizar os ganhos.

Para quem deseja ter uma carteira diversificada com pouco capital, uma estratégia é recorrer aos fundos de investimentos com aplicação mínima menor e ETFs, que são os fundos de índices.

Outro detalhe para ter em mente são os custos de operação. Em ações o investidor paga uma pequena taxa de corretagem para a corretora que está intermediando aquela negociação. O valor é, em geral, baixo, mas dependendo do valor da aplicação feita, esse valor pode ser significativa.

Fundos de investimentos, ETFs e FIIs cobram o que é conhecido como taxa de administração, que também é um valor baixo representado em forma de porcentagem. Esse valor é cobrado anualmente e ele é responsável por manter os custos do próprio fundo, ou seja, financiar as operações e os profissionais que ali trabalham.

Quando investir em renda variável

Como dissemos antes, é impossível definir de forma certeira quando é o melhor momento para começar a investir em renda variável e qual é o ativo que mais renderá. Todavia, podemos dizer que existem técnicas de análise de mercado que podemos usar para estudar o mercado antes de tomar nossas decisões.

As principais formas de analisar o mercado são por meio da análise técnica e da análise fundamentalista. Ambas possuem o mesmo objetivo – que é encontrar onde estão as melhores oportunidades de mercado – mas cada uma possui uma metodologia diferente a ser feita.

Na análise técnica, usa-se gráficos, indicadores que mostram as comportamento do mercado em tempo real e também como o mercado se comportou em períodos passados. Existe uma infinidade de métodos para fazer uma análise técnica mas todas prezam por buscar por padrões nos movimentos mercado que levam a uma grande oscilação ou a precedem, a fim de tentar “prever” para qual lado o mercado vai.

Quando falamos de análise fundamentalista, falamos sobre um método que dá mais olhares para os números internos das empresas e dos indicadores que os cercam. Analistas que optam por essa análise estudam dados como presentes nos balanços contábeis das companhias, sua participação no nicho de mercado que está inserida, suas margens e, além dos números, quais fatores que podem ou não interferir na perfomance de sua ação. A análise fundamentalista é uma escola muito extensa e, assim como na análise técnica, existe uma infinidade de formas de fazer esse tipo de estudo.

Complexo, né? Mas não se preocupe, não é precisa ser um especialista em análise de investimentos para começar a investir, afinal hoje em é possível terceirizar esse tipo de análise a uma casa de research, que consiste num conglomerado de especialistas em investimentos cujo trabalho é, justamente, estudar e acompanhar os movimentos de mercado.

Não existe resposta certa para dizer “quando é o melhor momento para investir em renda variável”, porém é seguro dizer que se seu perfil de investidor permitir e seus objetivos puderem ser beneficiados pelos investimentos que citamos nesse texto, você não precisa esperar pelo momento certo para entrar.

Uma das lições que podemos tirar dos maiores investidores do mundo é que a paciência e constância nos investimentos compensa no longo prazo, chegando a um ponto que as oscilações diárias não mudem a concepção de qualidade de um investimento.

Passo a passo para invesir em renda variável

Para dar início e ter uma carteira de investimentos que conte com renda variável é preciso ter alguns cuidados para obter melhores resultados, sendo eles os seguintes:

Ser paciente com os resultados

Apesar de ser uma mercado mais volátil e apresentar os melhores potenciais de ganho, não existe “ficar rico do dia para a noite” na renda variável. Quem obtém uma carteira vencedora conta com muita paciência para aguardar os resultados virem ao longo do tempo e sabem que não podem controlar o mercado.

Uma das melhores maneiras que fazer seu portfólio render por conta própria e ter a capacidade de crescer cada vez mais é através dos juros compostos, que já conversamos aqui no nosso blog também. Clique aqui para conferir a que essa estratégia se refere.

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Entre os serviços oferecidos pela W1 Capital na nossa Mesa de Renda Variável estão:

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  • Operações estruturadas: estratégias com derivativos que podem buscar desde proteção até retornos mais expressivos;
  • Aluguel de ativos (BTC): forma de rentabilizar a carteira de ativos alugando-os para outros investidores no mercado.
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