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Inflação: o motivo para você começar a investir agora!

Já se cansou de ver seu dinheiro perder o poder de compra com o tempo?

Essa é uma dor comum entre os brasileiros, especialmente no cenário atual. O ano de 2022 segue com mais de dois anos de duros momentos para o mundo e a nossa situação econômica atual é resultado direto de todos esses movimentos.

Um dos principais fenômenos econômicos que têm feito seu poder de compra diminuir, investidor, se chama inflação e, após entender como esse fenômeno funciona, você entenderá o porque que deixar dinheiro parado em conta te faz, na prática, perder dinheiro.

Inflação nos últimos 10 anos

Inflação nos últimos 10 anos (fonte)

O que é inflação e como ela é medida

Inflação é definida, pelo próprio Banco Central do Brasil, como “o aumento dos preços de bens e serviços”. Na prática, quando vemos que conforme passam os meses o nosso dinheiro compra cada vez menos, estamos vendo os efeitos diretos da inflação.

No Brasil, a inflação é medida por alguns índices econômicos, mas de todos, o mais conhecido é o IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ele é usado no sistema de metas do Banco Central como uma das medidas para determinar o rumo das políticas monetárias do país e para esquematizar projeções para o futuro de nossa economia.

O IPCA é calculado pelo IBGE e é calculado através de um levantamento mensal feito em uma cesta de produtos e serviços que reflete padrões de consumo e hábitos com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. O índice leva em conta cerca 13 áreas urbanas do Brasil, analisando em média 430 mil preços de produtos e serviços em mais de 30 mil locais distintos. Esses preços são comparados aos preços do mês anterior, resultando num valor que reflete a variação geral dos preços no período.

Além do IPCA, também temos outros três tipos de índices de preços que revelam nossa inflação: o INPC, o IPC e o IGP. Para entender melhor sobre cada um destes, clique aqui e veja a definição do Banco Central para cada um deles.

O que causa a inflação

Os motivos que podem levar nossa economia a sofrer com os males da inflação são diversos, mas diversos economistas e estudiosos do assunto apontam um fator em comum: quando há uma oferta de moeda maior do que a sua demanda real para os processos econômicos.

Resumidamente, quando há mais dinheiro circulante do que é necessário para manter nossa economia operante, os preços tendem a subir de forma generalizada e, muitas vezes, descontrolada.

Observe a resposta de Emerson Marçal, da Escola de Economia da FGV-SP, para a pergunta “quais as causas da inflação?” em uma entrevista para o G1:

“A principal causa da inflação é a emissão excessiva de moeda por parte do governo. Pressões generalizadas de custos podem explicar um aumento temporário da taxa de inflação.”

Esse fenômeno é conhecido como expansão da base monetária, que nada mais é que o ato do Banco Central imprimir mais capital e injetar diretamente na economia. A expansão é dada quando são realizadas políticas monetárias que buscam aumentar a impressão da nossa moeda, seja para deixá-la em circulação ou para mantê-la em reservas bancárias.

  • Além desse problema de oferta e demanda com excesso de moeda, a inflação está atrelada a outros fatores como:
  • Um grupo ter monopólio ou algo controle de um determinado setor da economia;
  • Aumento súbito de custos de produção de algum bem ou serviço;
  • Expectativa do mercado para os rumos da inflação (podendo causar otimismo ou pessimismo com a economia);
  • “Inércia inflacionária”, ou seja, a paralisação ou estagnação de políticas monetárias para o controle da inflação, fazendo com que a mesma continue subindo.

Vale ressaltar que muito raramente um único motivo é o responsável por gerar o crescimento inflacionário. O fenômeno é, em geral, motivado por uma série de fatores que acontecem simultaneamente, mesmo que um tenha um peso maior do que os outros.

Relação entre taxa Selic e Inflação

A nossa taxa básica de juros, representada pela Selic e a inflação tem relação direta à medida que o COPOM (Comitê de Política Monetária) toma decisões acerca dos rumos da Selic visando, justamente, conter a inflação e não deixá-la guiar os rumos da nossa economia nacional. Para entender melhor sobre essa relação, vamos relembrar o que é a taxa Selic:

O que é a taxa Selic

Sigla para “Sistema de Liquidação e Custódia”, a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e é o principal instrumento de política monetária que o Banco Central tem em mãos para o controle da inflação.

Por ser usada como ferramenta para as estratégias de controle da inflação, todo o mercado financeiro se mantém atento às decisões do COPOM e os rumos que essa taxa seguirá, afinal ela determinará os movimentos de mercado para o futuro próximo.

Chamada informalmente de a “mãe de todas as taxas”, ela é usada como base para definir todas as outras taxas de juros exercidas em nosso país, incluindo taxas de juros de empréstimos, financiamento e até taxas de remuneração de aplicações financeiras, como títulos de renda fixa.

A cada 45 dias o COPOM define se a Taxa Selic aumentará, se manterá a mesma ou diminuirá. O resultado dessa decisão implica diretamente nas taxas de financiamento, empréstimo e aplicações financeiras praticadas em nosso país, podendo elevá-las, diminuí-las ou mantê-las intactas também

Como a Selic é utilizada para conter a inflação

Para combater a inflação e evitar o aumento de preços, o Banco Central utiliza a Taxa Selic como régua para definir os rumos das economias no curto prazo, buscando minimizar seus efeitos sobre a sociedade.

Na prática funciona da seguinte forma: para momentos em que a economia está mais aquecida e os preços passam a subir cada vez mais, a Selic é elevada e, com isso, o “preço do dinheiro” (que aqui é representada pelos consumidores e empresas tomando crédito) também aumenta, arrefecendo a economia e controlando o consumo.

Ao mesmo passo, quando a economia se encontra pouco aquecida e a demanda por crédito diminui muito, baixar a Selic é um método que faz com que haja mais consumo, logo, ajudando a economia a crescer de novo.

Em resumo, quando a inflação sobe, a taxa Selic tende a crescer ao mesmo passo a fim de conter seus efeitos e diminuir seus impactos; por outro lado, quando a inflação cai, a nossa taxa básica de juros diminui, a fim de manter o ritmo da economia estável.

Relação entre dólar e inflação

A relação da nossa taxa de câmbio (diferença da moeda em questão para o Real brasileiro) do Dólar com a inflação é constante e, para muito, é tão sensível de ser observada que muitos não vêem que existe.

Entender como a moeda norte-americana e nossa economia nacional são ligados faz mudar a visão sobre o controle de gastos no dia a dia e sobre os investimentos, isso porque muitos elementos que vemos no nosso cotidiano e no mercado financeiro sofrem diariamente com os impactos da taxa de câmbio.

Isso ocorre devido à nossa taxa de câmbio flutuante, na qual o valor do dólar sofre suas variações de acordo com a lei de oferta e demanda, sem necessariamente que haja alguma intervenção do Estado.

No dia a dia isso se reflete nos preços de bens e serviços que possuem, dentro de sua precificação, uma grande influência do dólar. A exemplo disso, vemos que produtos como carros, aparelhos eletrônicos, certos alimentos (que dependem de insumos importados para serem produzidos) e vários produtos de supermercado tendo seus preços aumentados de forma significativa justamente porque o dólar é uma das principais moedas para garantir sua comercialização.

Além disso, uma constante também muito notória no Brasil são os preços dos combustíveis (como a gasolina), que desde 2016 tem seu preço reajustado de acordo com o mercado internacional.

Por conta dessa paridade, como a moeda mais utilizada mundialmente para realizar as transações nesse mercado é o dólar e o mesmo subiu substancialmente nos últimos anos, vemos que os preços dos combustíveis e gases também tiveram aumentos, inflacionando os preços praticados por empresas que atuam no mercado de comercialização e produção dessas commodities.

Como é possível se proteger contra a inflação?

Sim, é possível se proteger contra a inflação e, inclusive, tem como utilizá-la a seu favor usando investimentos no mercado financeiro. Existem algumas formas de blindar sua carteira de investimentos contra a inflação, mas não tem receita certa para alcançar esse feito. É preciso trabalhar muito bem a diversificação de ativos para conseguir, aos poucos, fazer seu patrimônio sofrer menos com os males da e conseguir superar o seu índice de referência, o IPCA.

Como cada carteira de investimentos é única e cada investidor possui necessidades financeiras individuais, o mais recomendado é recorrer a um assessor de investimentos que te guia pelo mercado financeiro e adapta o seu portfólio ao seu momento de vida. Clique aqui para conversar com um de nossos profissionais agora!

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De forma mais genérica, uma classe de ativos que geralmente é lembrada quando lembramos de proteção contra inflação são os Tesouros IPCA+ ou outros títulos pós-fixados que usam o IPCA como variável.

De forma resumida, esses ativos, que são de renda fixa, remuneram o investidor com a variação acumulada que o IPCA tiver até o vencimento do título acrescido de uma outra taxa pré-definida. Em tempos de inflação subindo, esse tipo de investimento performa bem, mas sua aplicação deve ser feita de forma estratégica. É preciso saber o momento de mercado que estamos para decidir se é uma boa escolha ou não para compor o seu portfólio.

Outra classe de investimentos que também pode te gerar uma proteção contra a inflação são os fundos imobiliários, que na maioria das vezes têm seus contratos de locação ou títulos de crédito indexados a índices como o IPCA e IGPM.

Conclusão

A melhor chance que o investidor tem para blindar seu patrimônio contra o “monstro da inflação” é ter um portfólio que seja diversificado e condizente com o ciclo de mercado vigente. Como não é fácil fazer esse tipo de análise, a escolha mais inteligente é ter um assessor de investimentos e uma equipe de especialistas ao seu lado, te auxiliando na montagem de uma carteira vencedora, sempre atualizando o investidor sobre os principais acontecimentos relevantes do mercado.

Conte com a W1 Capital para estar ao seu lado neste momento tão importante. Ter o amparo de especialistas em investimentos faz total diferença nos seus resultados!

 

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